terça-feira, 3 de maio de 2016

Mowgly


A melhor versão para o cinema do livro de Rudyard Kipling(1865-1936) “The Jungle Book” (Mowgly,o Menino Lobo) foi a de 1947 dirigida por Zoltan Korda com Sabu(Selar Shaik Sabu/1924-1963)o garoto indiano que o documentarista Robert Flaherty(de “Nanook,o Esquimó”) descobriu no interior indiano(o pai de Sabu era um condutor de elefantes).
Ele começou carreira com “O Menino e o Elefante”(The Elephant Boy) de 1937 dirigido por Flaherty e já com a participação de Zoltan Korda. Sabu teve boa carreira no cinema inglês. Em 1947 ele esteve aqui em Belém fazendo “O Fim do Rio”(The End of the River)para a empresa de Korda com direção de Derek Twist. Era Manoel, um índio brasileiro que vivia uma aventura na capital paraense. Sua companheira de elenco era a jovem Bibi Ferreira, então com 22 anos. Bem, o ator que morreu cedo vitima de enfarte, deixa saudades quando a gente vê o “Mowgly” da Disney ora em cartaz nos cinemas mundiais.
Não que o garoto Neel Sethi faça vergonha, mas o filme exala falsidade a partir do calção do personagem, uma peça de loja fazendo a vez de um artefato selvagem(?). Os bichos falam como no desenho que a própria Disney realizou e que foi o ultimo a ter a supervisão do próprio Walt. Mas a ingenuidade do trabalho de Korda e mesmo o pitoresco da animação de 1966 passa ao largo. Fica, naturalmente, a fantasia do autor da historia que pertencia ao time colonialista que Mahatma Gandhi perseguiu. Um filme sem brilho, por aqui aviltado pela dublagem que sempre impõe o que é falso. Curioso é que este novo “Mowgli” faz boa carreira comercial em seu país de origem.
Aliás, a Disney nada em ouro e basta citar o recente “Star Wars”para se ter noção de quanto ela fatura. Como as novas plateias desconhecem o que veio antes, vivem a fantasia de Kipling como é servida em novo roteiro. De minha parte acho que é filme para ver em casa. E com a prudência de porco espinho...(Pedro Veriano)

domingo, 1 de maio de 2016

“Cemitério do Esplendor” é o destaque da semana




O diretor Apichatpong Weerasethaku é um dos melhores realizadores do cinema atual. Sua obra é ímpar na estética cinematográfica. Depois de realizar o admirável “Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas” em 2011, ele lança “Cemitério do Esplendor”, um novo trabalho que merece total atenção do cinéfilo.
 O filme se passa numa pequena cidade da Tailândia onde vinte e sete soldados são vítimas de uma estranha doença do sono. Para tratá-los, uma escola abandonada serve como abrigo. Num ambiente realismo mágico e religioso, uma mulher tailandesa de meia-idade trabalha como voluntária no tratamento destes pacientes e lentamente percebe a história que os cerca. O diretor mantém aqui seu estilo de percepção da imagem deixando a câmera registrar sem pressa as mudanças dos personagens e lugares.
O cinema de Weerasethaku não se enquadra numa narrativa clássica e por isso, para muitos, pode ser inacessível e até mesmo sem significados. Mas “Cemitério do Esplendor” reforça sua busca por uma forma de cinema mais introspectivo que valoriza a imagem e foge da banalização de temas e diálogos. Sou admirador de sua obra que sempre me interessa, pois é diferente e estimula outros olhares sobre o cinema. “Cemitério do Esplendor” estreou esta semana no Cine Líbero Luxardo e é, até agora, o melhor filme do ano. Confira! (Marco Antonio Moreira)

segunda-feira, 28 de março de 2016

45 ANOS
Por Francisco Cardoso*

Direção: Andrew Haigh
Produção: Reino Unido/2015
3º longa do diretor que anteriormente dirigiu “O grego Pete” (2009) e “Weekend” (2011)


O tempo servirá para o espectador medir a importância do conteúdo da carta recebida, às vésperas de Kate e Geoff comemorarem quatro décadas e meia, juntos. O que a carta informa, será tão marcante, afetando não só a semana que antecede a festa programada, mas todo um relacionamento tranquilo e equilibrado vivido pelo casal durante os anos que se encontram juntos.

A informação trazida pela correspondência é de que, o corpo de um primeiro amor de Geoff, caído em montanha na Suíça (que ficara desaparecido), é encontrado congelado depois de tantos anos. O episódio transforma-se em mais do que uma rápida nevasca no maduro convívio do casal até então.
Cada capítulo diário da narrativa, registrará, a partir da carta, uma transformação na relação dos parceiros. Os passeios matinais de Kate é um exemplo destas mudanças.

O trabalho muito bom do diretor Andrew Haigh dependia especialmente do trabalho de seus atores   centrais.  Charlotte Rampling (Kate) e Tom Courtenay (Geoff), estão excelentes, ao ponto de, no Festival de Berlim 2015 serem escolhidos como melhor atriz e melhor ator respectivamente.

A força das interpretações está mais presente nas expressões corporais/faciais do que nos diálogos. No comportamento constantemente confuso de Geoff e nos olhares expressivos de Kate. Câmera fixa e movimentos quase imperceptíveis ajudam a transmitir os sentimentos presentes.

“45 anos” marca uma nova etapa do Cine Estação com a projeção digital. A escolha não poderia ter sido melhor. Parabéns ao amigo Augusto Pacheco, competente programador/coordenador da Sala.

Cotação: Muito Bom


*Francisco Cardoso é professor e membro da Associação Paraense de Críticos de Cinema

sexta-feira, 25 de março de 2016

CARL DREYER





A ACCPA (Associação de Críticos de Cinema do Pará) realizará uma programação especial no cineclube Alexandrino Moreira (Casa das Artes). Serão selecionados dois filmes por mês de diretores importantes para a história do cinema com intenção de criar interesse e estudo para o trabalho realizado por grandes cineastas.
A programação especial iniciará em abril com o cineasta Carl Dreyer e os filmes "A Palavra"(1955) e "Gertrud"(1964). Dreyer é um dos cineastas mais importantes do cinema e merece ser mais conhecido e estudado. Cineastas como Jacques Tati, Roberto Rosselini, Howard Hawks, Nicholas Ray, Samuel Fuller, John Ford, entre muitos outros, estarão nesta programação. Posteriormente serão selecionados filmes relacionados aos movimentos cinematográficos como o Cinema Expressionista e a Nouvelle Vague.(Marco Antonio Moreira)

Jerry Lewis – 90 anos



Jerry Lewis – 90 anos
O grande ator Jerry Lewis completou recentemente 90 anos de idade. Lembro que na minha infância era difícil ver seus filmes nas salas de exibição. Naquele período alguns clássicos do cinema tinham circulação limitada nos cinemas e raramente tive oportunidade de assistir Lewis no cinema, mas felizmente a televisão auxiliou para que a minha geração tivesse contato com este talentoso comediante.Lewis é simples, criativo, engraçado e sempre inteligente. Ele sabe como poucos equilibrar a sua interpretação usando todos os elementos da linguagem corporal para criar cenas hilariantes e inteligentes. Sim, inteligentes, pois fazer comédia é algo muito sério e não precisa de apelações, grosserias e baixarias. Por isso, seu talento ultrapassou o seu tempo.
Jerry Lewis, ao lado de tantos nomes incríveis da comédia como Charlie Chaplin, Buster Keaton e Jacques Tati, dignificou um gênero que há muito tempo não tem grandes novidades. Como ator, diretor, produtor, roteirista e posteriormente professor da universidade de cinema nos EUA, Lewis marcou a história do cinema e é necessário assistir seus filmes para entender a magnitude de sua arte. Filmes como “O Terror das Mulheres”(exibido recentemente no circuito cineclubista) e “O Professor Aloprado” são um bom começo para aqueles que não conhecem seu trabalho. Por isso, como forma de comemorar/homenagear Jerry Lewis, o melhor programa é procurar seus filmes em DVD e aproveitar. Bom programa!(Marco Antonio Moreira)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

"MAD MAX"




"MAD MAX"
Luzia Miranda Álvares

Em 1979, o cineasta australiano George Miller, 70, criou a história de um anti-herói ocorrida numa região árida da Austrália e em um futuro distante quando a população da Terra tenta sobreviver a um estado apocalíptico. Nesse tempo e espaço estradas e ruas são alvos de cobiça a começar por Cidadela, uma espécie de estação à beira do deserto onde são guardadas água e vegetais de forma racionada entregues à população. Há 40 anos Miller lançou o primeiro “Mad Max”, nome de um nômade que percorre as margens do deserto lutando para se manter e salvaguardar a quem pode dar guarida. O filme lançou o ator Mel Gibosn, mais tarde um expoente da indústria de Hollywood não só como ator, mas ainda como diretor e produtor (criou uma empresa, a Icon, e de lá saíram obras marcantes como “A Paixão de Cristo”, 2004).
É de George Miller outros “Mad Max” entre filmes de diversos gêneros inclusive animação (o famoso “HappyFeet” com pinguins espertos). Agora resolveu voltar ao deserto de sua terra e aí está “Mad Max, Estrada da Fúria” (Mad Max Fury Road, Austrália, EUA, 2015). A primeira diferença é que o personagem do título passa a ser interpretado por Tom Hardy, inglês 10 vezes premiado e que o nosso público conhece especialmente de “A Origem” (2010), “O Espião que Sabia Demais” (2011) e “Batman, o Cavaleiro das Trevas Ressurge” (protagoniza o personagem Bane). Mel Gibson está numa “ponta”, mascarado, e sem nome nos créditos.
O filme tem o mesmo cenário, mas a ação inclui outros limites: mulheres na idade de procriar (e uma já gravida) são levadas por uma guerreira, a Imperatriz Furiosa (Charlize Theron) para um lugar mais ameno que ela recorda da infância. Elas atravessam o deserto num carro de guerra com armazenamento de gasolina. Mas são perseguidas pelos homens de Immortan Joe (Hugh Keats-Bryne), o líder da Cidadela, principalmente porque ele precisa das jovens para serem mães de crianças aptas a viver no mundo caótico onde impera. No caminho em fuga se insurge o vagante Max. E então inicia-se uma perseguição pelo deserto, ganhando ajuda de um dos homens de Immortan, conhecido por Slit (Josh Helman) que se mostra apaixonado por uma das jovens.O filme aparenta não ter trama. É todo dedicado à corrida pelas areias de um deserto captado muito bem pela fotografia de John Seale. Mas o que impressiona mesmo, e o que me parece o que de melhor tem o trabalho de Miller, é a montagem a cargo de Jason Bellantine com ajuda de Margaret Sixel. Esses técnicos têm um desempenho fascinante numa sucessão de planos que mantêm a ideia de um moto-continuo uma perseguição sem tréguas. Sempre na demonstração de quem é o perseguidor e os perseguidos.
No final há uma espécie de moral de fábula: “é melhor lutar por um direito seu do que perseguir um sonho vulnerável a uma nova realidade”. E o parceiro de lutas de Furiosa assume a condição de homem do povo sumindo na multidão que aplaude quem combate o despotismo.Quem assiste cinema como espetáculo ganha um régio presente. E com aproveitamento muito bom da 3D.
O filme está sendo denunciado pelo MRA (Men'sRightsActivists) devido ao avanço feminino rumo à igualdade de gênero e para eles, dizem, “os homens estão em perigo”. Segundo um comentário ao qual tive acesso, eles “querem manter os homens sozinhos na liderança, e não estão nada contentes com a mensagem enviada pelo filme”. Por que a líder é ... uma mulher, a Imperatriz Furiosa, que luta como qualquer de seus pares masculinos e inclusive dá ordens ao seu parceiro.
Na verdade, esse episódio pode ser palmeado, haja vista que nos outros exemplares não há essa cancha feminina. 
Outros temas podem ser percebidos na exposição do texto fílmico. Primeiramente, a dimensão do poder entre as classes, como se vê, marcando a figura de Immortan Joe & seu séquito que exploram o que restou das guerras nucleares. É quem detém os alimentos e a água envidandoa submissão aos seus seguidores e a perseguição aos que rompem com seu mando e amedrontando os que intentam resistir. Esse poder é sangrado pelo terror que ele estabelece para manter-se sugando o sangue para sobreviver, explorando as mulheres para engravidarem e produzir leite.
A situação do meio ambiente é outro aspecto que o filme expõe. Na imensidão árida as bombas recolhem as principais fontes de sobrevivência como a água e as espécies que se mantém nesse espaço. Mas somente o séquito de Immortan Joe é contemplado de forma racionada para esses alimentos. Nesse aspecto, sente-se a perspectiva do amanhã em todas as áreas mundiais onde a poluição e a ganância se encharcam de lucro deixando a massa de mortais à mingua.
Outros aspectos da materialidade do poder desse tipo sobressaem como as máquinas, as ferramentas que são manipuladas pelo séquito humano do poderoso e que se transformam em coisa. As formas de manipular são meros meios de garantir o poder sobre eles. São, assim, dois grupos a submeter – o que forma o exército de Immortan e o que infringe suas regras seguindo sua opositora, a Imperatriz.
O mais chocante enfoque é o das mulheres serem vítimas da violência como reprodutoras de filhos e de leite para o séquito masculino no poder. As que já foram capturadas seguem na máquina de guerra, mas o ditador precisa aumentar as suas nutrizes e por isso persegue a máquina de Furiosa onde ela guarda as meninas e as jovens gestantes para não deixá-las a mercê da escravização sexual.
O rebate da Imperatriz é claro. Comandando sozinha e depois ao lado de Max consegue transgredir as normas e se transforma na salvadora do próprio povo dominado onde seu parceiro na conquista segue em frente ao lado da multidão que ovaciona o novo comando. Nesse caso, a fonte de poder está sob o jugo de uma mulher que lutou até o fim para conquistar.
Como se vê, o blockbuster de Miller não é um mero vazio de imagens. Estas se tornam representações fundantes de um mundo que é futuro mas que pode se transformar nesse vazio pelo poder de alguns manipuladores. Eia, mulheres, temos que vencer as normas e assumir a luta.


Ação e contemplação em "O Regresso" de Alejandro Iñárritu





Ação e contemplação em "O Regresso" de Alejandro Iñárritu
Augusto Pachêco* 

Quando o assunto é Oscar 2016, não é demais lembrar que antes de tudo, o prêmio da Academia de Artes e Ciências de Hollywood é o prêmio máximo da indústria cinematográfica americana, e, é claro, com algumas exceções em categorias que podem abrir espaços para as produções e artistas estrangeiros, como filme, ator, atriz; dependendo dos critérios que esta mesma academia pode ou não utilizar. No calendário cine-industrial de todo mês de fevereiro, o Oscar é o momento de culminância, dos resultados em momentos de crise, do desempenho da indústria e comércio de filmes produzidos e exibidos no mercado americano e outros mercados em diversos suportes, ainda que haja a honrosa categoria de melhor filme estrangeiro, o que só faz confirmar a exceção. Na categoria de melhor filme, seis produções lançadas no ano passado tentam repetir ou até duplicar a receita 2015 mapeada pela venda de ingressos, TV por assinatura, e dispositivos digitais. E se a eleição de melhor filme seguir à risca os mesmos critérios do ano passado (com a premiação dobrada filme e diretor, com a vitória de “Birdman”), Alejandro Iñárritu poderá levar o prêmio máximo, novamente.
 Filmes como “Brooklin”, de John Crowley; e “Ponte dos Espiões”, de Steven Spielberg, padecem de uma mesma linha de montagem que dificilmente ousa em temática ou estilo. A função e determinação do papel do jornalista são o mote de "Spotlight: Segredos Revelados", de Tom McCarthy e o excesso de “economês” em “A Grande Aposta”, de Adam McKay, pode cansar o espectador de pipocas e refrigerantes, este mais inclinado à franquia de "Mad Max: Estrada da Fúria", de George Miller. "Perdido em Marte", de Ridley Scott; e “O Quarto de Jack”, de Lenny Abrahamson, correm por fora, apostando na boa vontade dos votantes que hoje sofrem críticas de gestão vitalícia, racismo e outras omissões. Nesta categoria, o filme de Alejandro Iñárritu possui qualidades como domínio narrativo aliado a capacidade dramática que surpreende o espectador em desenlaces inesperados, procedimentos já observados em filmes fortes como “Amores Brutos”, “21 Gramas”, “Babel” e “Birdman”, sua obra prima. "O Regresso" não é apenas mais um filme sobre vingança, como alguns exemplares midiáticos devidamente amparados pelo marketing vertical da indústria do cinema.
Já disponível para download em alguns sites (verificar a qualidade), o filme de Alejandro Iñárritu é para ser visto na sala escura do cinema, para acompanhar como foi concebida a construção fílmica, a montagem, a bela fotografia e o desempenho de Leonardo DiCaprio. Impressionam o plano-sequência de perseguição e as tomadas naturais em cenas alternadas de ação e contemplação. No desafio das condições adversas do embate homem x natureza, “O Regresso” conduz o diálogo com outras obras fílmicas que desafiam o olhar do espectador sobre o mesmo tema, como “Gerry”, de Gus Van Sant e “Na Natureza Selvagem”, de Sean Pean. A exemplo dos grandes heróis míticos explorados exaustivamente em diversos períodos da história do cinema americano, a recente produção de filmes facilmente identificados como oscarizáveis prima pelo embate tecnologia x limite humano. Produções como “Perdido em Marte” (2015), de Ridley Scott; e “Gravidade” (2013), de Alfonso Cuarón, enviaram para o espaço seus protagonistas, assim como qualquer ambição de transpor a tela grande do cinema narrativas que estivessem além da perspectiva de mercado e citações aos clássicos originais já catalogados no mesmo gênero.
 Em “O Regresso”, o herói mítico esboçado no roteiro do próprio Iñárritu e Mark Smith, traz de volta a imagem dos errantes solitários em paisagens naturais dos velhos filmes do gênero western. São heróis falhos, mesquinhos e demasiadamente humanos (anti-heróis) no labor perigoso de sobreviver, caçar e comercializar peles no cenário glacial do novo mundo em 1822. Como proposta visual, o uso das últimas técnicas digitais de altíssima resolução em nome de uma história de pulsões primitivas, alternada entre sequências violentas que marcam a produção contemporânea e momentos de imersão total de imagens contemplativas. Mestre no uso do plano-sequência, Iñárritu reinventa seu cinema a partir da referência aos grandes realizadores, como John Ford (a mitologia do western), Terrence Malick (a liberdade na duração dos planos) e Andrei Tarkvoski (a memória, o sonho, a levitação). Na reinvenção de uma arte forjada pelo signo industrial e que hoje se incorpora aos desafios das novas tecnologias, Iñárritu recebe as influências de outros mestres do cinema para a recriação da narrativa cinematográfica e adaptação aos novos territórios da imagem.
Seus concorrentes ao Oscar 2016 de melhor filme não possuem a mesma ambição artística do realizador mexicano que conquistou Hollywood, não por ser exótico, mas pelo talento e reconhecimento. Façam suas apostas. O jogo de emoções está apenas começando!

*Augusto Pachêco é jornalista, especialista em Imagem e Sociedade - Estudos sobre Cinema, mestre em Estudos Literários (UFPA) e membro da ACCPA – Associação de Críticos de Cinema do Pará.

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