domingo, 22 de março de 2015

PROGRAMAÇÃO - DIA 28/03/15

CINECLUBE DA ACCPA APRESENTA:


"CERIMÔNIA DE CASAMENTO" (1978) de Robert Altman
Com Geraldine Chaplin, Vittorio Gassman, Lilian Gish, Mia Farrow.
Sinopse : Rapaz de família tradicional está prestes a unir-se em matrimônio com a filha de novo rico. Desde os preparativos para a festa, as inevitáveis confusões são prenunciadas, mas nada pode abalar a cerimônia, nem mortes, nem estranhas ligações, nem crises de depressão e incompatibilidades sociais.

CINE LÍBERO LUXARDO - SESSÃO CULT
Sábado Dia 28/03/15
Sessão às 16 h
Antes da sessão, exibição de um curta-metragem.
Entrada Franca
Debate após a exibição
Coordenador do debate : Marco Antonio Moreira

PROGRAMAÇÃO - DIA 26/03/15

CINECLUBE DA ACCPA APRESENTA


"ALEXANDRIA"(ÁGORA) de Alejandro Amenábar
Com Rachel Weisz
Sinopse : Alexandria, 391. Hypatia ensina astronomia, matemática e filosofia. Seu aluno Orestes está apaixonado por ela, assim como Davus, seu escravo pessoal. À medida que o Cristianismo da cidade, chefiado por Ammonius e Cyril, ganha poder político, as grandes instituições de aprendizagem e administração podem não sobreviver. 20 anos depois, Orestes, o prefeito da cidade, tem uma paz intranquila com os Cristãos, chefiados por Cyril. Os Cristãos forçam a moralidade pública; primeiro, vêm os Judeus como seu obstáculo, depois as mulheres. Hypatia não tem interesse na fé; está interessada no movimentos dos corpos celestes e na irmandade de todos. Que lugar haverá para ela?

CASA DA LINGUAGEM (Assis de Vasconcelos com Nazaré)
Parceria com a ACADEMIA PARAENSE DE CIÊNCIAS
DIA 26/03/15
Sessão às 18h
Entrada Franca
Debate após a exibição
Coordenador do debate : Arnaldo Prado Jr.

PROGRAMAÇÃO - DIA 24/03/15

CINECLUBE DA ACCPA APRESENTA:


"O CARTEIRO E O POETA"(1994)
Direção : Michael Radford
Filme poético sobre a extremidade da poesia. Mario (Massimo Troisi) é um carteiro que, ao fazer amizade com o grande poeta Pablo Neruda (então exilado político), vira seu carteiro particular e acredita que ele pode se tornar seu cúmplice para conquistar o coração de uma donzela. Descobre, assim, a poesia que sempre existiu em si, assemelhando-se às descobertas de verdade pelos meios dialéticos de Sócrates-Platão. O filme se passa em uma ilha na costa italiana. Massimo Troisi, que morreu aos 41 anos horas após o término das filmagens, não pôde ver o enorme reconhecimento mundial que o filme teve, com as 5 indicações para o Oscar, incluindo Melhor Filme, Diretor e Ator, em 1995.

CINECLUBE DA UEPA (Campus Djalma Dutra)
TERÇA-FEIRA DIA 24/03/15
HORÁRIO : 16 h
ENTRADA FRANCA
DEBATE APÓS A EXIBIÇÃO
COORDENAÇÃO DO DEBATE : ARNALDO PRADO JR.

PROGRAMAÇÃO - DIA 23/03/15

CINECLUBE DA ACCPA APRESENTA


"BECO SEM SAÍDA" (1937) de William Wyler
Com Silvia Sidney, Humprey Bogart Sinopse : Após 10 anos de crimes, o gângster 'Baby Face' Martin (Humphrey Bogart) retorna para a terra em que cresceu para reencontrar sua mãe, que o denunciou como criminoso, e sua ex-namorada. Indicado a quatro categorias no Oscar, incluindo Melhor Filme.

CINECLUBE ALEXANDRINO MOREIRA (Casa das Artes - Antigo IAP)
Dia 23/03/15
Sessão às 19 h.
Entrada Franca.
Debate após a exibição.
Coordenação do debate : Marco Antonio Moreira

domingo, 15 de fevereiro de 2015

"BANDIDO GIULIANO" NO CINECLUBE ALEXANDRINO MOREIRA

CINECLUBE DA ACCPA APRESENTA:


Cineclube Alexandrino Moreira (ao lado Basílica de Nazaré) 
Dia 23/02 – “Bandido Giuliano”(1962) de Francesco Rosi 
Sinopse : Partidário do separatismo e controvertido herói do povo siciliano, Giuliano foi acusado de assassinar um "carabiniere" e então se oculta na árida campina da ilha, onde organiza um bando de foragidos. Quando os ideais políticos amadurecem logo depois da libertação da Sicilia, alista-se no Exército Separatista, e comete ferozes atrocidades em nome da liberdade. Em 1950, aos 28 anos, o bandido Salvatore Giuliano é encontrado morto a tiros na Sicilia.
Homenagem ao diretor Francesco Rosi.
Sessão às 19 h.
Entrada Franca.
Debate após a exibição

A TEORIA DE TUDO



A biografia é um tema que obedece ao clamor do cinema transformando-se num gênero. Em “Olhos Grandes” Tim Burton penetra na odisseia da pintora Margaret Keane e aponta para a maneira de ela submeter-se à imposição do marido isolando-se para criar seus quadros, mas deixando que ele vivesse a popularidade da arte dela. “O Jogo da Imitação” é baseado na vida de Alan Mathison Turing, matemático, lógico, criptoanalista e cientista britânico, considerado um dos precursores da invenção dos computadores, filme realizado pelo diretor noruegues Morten Tyldun. “Invencível” é a biografia de Louis Zamperini (1917-2014), atleta olímpico, campeão de corrida livre com direção de Angelina Jolie. Embora cada um desses exemplares tenha recebido um tratamento linear em sua narrativa foram tratados, por certos críticos, de forma diferenciada, inclusive alguns destes trabahos sendo execrados por receberem esse tipo de tratamento. Ao lado desses filmes citados, alguns ainda em exibição entre nós, está “A Teoria de Tudo” (Theory of Everething, UK, EUA, 2014), outro exemplar cinebiográfico, focalizando o cosmólogo (ele criou esse nome para a sua profissão de estudante do cosmo) e astrofísico Stephen Hawking (Eddie Redmayne ) sendo acompanhado desde sua juventude em Cambridge. Suas pesquisas científicas, que fazem parte do livro “Uma Breve História do Tempo”, editado no Brasil, não são, contudo, a base do roteiro de Anthony McCarten. Privilegia-se o seu relacionamento com Jane Wide (Felicity Jones), jovem que ele conhece numa festa de amigos. O romance enaltece a figura de Jane ao aceita-lo como namorado e, depois, marido que aos poucos entra num processo de paralisia quando declarado portador de Esclerose Lateral Amiotrofica (ELA), simplificando a separação que viria quando Stephen já não podia mover a musculatura. Vencedor do Oscar pelo documentário “O Equilibrista” (2008), o diretor James Marsh ainda se ressentia de criar um filme de ficção ambicioso, desconhecendo-se por aqui seu papel em “The King” (2006) e “Agente C – Dupla Identidade” (2012). Mostra-se seguro na dinâmica narrativa da odisséia de Hawking e certamente deve muito da credibilidade da reconstuição da historia ao ator principal, Eddie Redmayne, que apresenta rara semelhança fisica com o biografado. “A Teoria de Tudo” sacrifica um pouco o trabalho cientifico de Stephen Hawking pela proposta romântica que certamente dá ao filme um tom mais emotivo. Mesmo assim não assinala a separaçao de Jane Wide como uma “ingratidão” ou uma carencia afetiva. Tudo é visto de uma forma linear como se os fatos fizessem parte de uma historia pousada entre a realidade e a lenda. Afinal, Hawking é considerado hoje um dos nomes proeminentes da fisica & astronomia. Suas teorias sobre a origem do universo e do tempo, aludindo à fisica quântica, estão na ordem do dia mesmo quando contestadas por outros pesquisadores. O titulo do livro da propria Jane (Wide) Hawking diz bem da abrangencia do estudo do ex-marido. Desconhecendo esse livro fica-se com o que escreveu o roteirista do filme. E o diretor não demonstra vontade de ir dentro do trabalho do biografado ou de mergulhar mais fundo em sua personalidade. O interessante de “A Teoria de Tudo” é caminhar pela fórmula de um gênero muito abordado pela indústria cinematografica ao longo dos anos sem se conformar com os clichés e sem exagerar no acabamento ficcional para tornar o tema mais acessivel ao grande público. Para valorizar o trabalho de James Marsh (e ele não está entre os candidatos a Oscar) basta uma ligeira comparação com biografias consideradas clássicas como a de Marie Curie, de Alexander Graham Bell, de Louis Pasteur ou de Thomas Edison. Há muito mais consistência e uma preocupação em mostrar um Hawking como esteve e está garantindo o realismo de um drama pessoal de grande dimensão. O filme concorre aos Oscar de melhor filme, ator, atriz (Felicity Jones), roteiro de música (de Johan Johannsson). Pode não ganhar em nenhuma das categorias a começar por não ser o favorito das principais. Contudo, a aposta no ator, certamente o ponto alto do filme, tem uma forte concorrencia em Michael Keaton (Birdman), Steve Carrel (Foxcatcher) e Benedict Cumberbach (O Jogo da Imitação).(Luzia Álvares)

O JOGO DA IMITAÇÃO



Alan Mathison Turing, matemático, lógico, criptoanalista e cientista britânico é considerado um dos precursores da invenção dos computadores. Durante a 2ª Guerra Mundial foi convocado a desvendar o segredo da senha Enigma do nazismo, responsável por missões bélicas fatais a navios aliados. Muitos foram céticos diante das investidas minuciosas e demoradas de Turing, mas ele conseguiu decodificar o Enigma e isto foi considerado como um fator importante no avanço inglês contra os alemães. É o que diz a História e acrescenta o fato de um processo contra esse inventor quando foi revelada a sua homossexualidade (opção proibida pelas leis inglesas por décadas). O filme “Jogo da Imitação” (Imitation Game, UK, EUA,2014) biografa o personagem de forma tradicional, seguindo a linha narrativa de muitas cinebiografias como as de Zola, Pasteur, Marie Curie, Gaham Bell etc. Isto vale dizer que o filme é intrinsecamente popular, ganhando a simpatia da indústria e certamente uma das causas de estar concorrendo a 5 Oscar, inclusive os de melhor filme, diretor, ator e roteiro, Um fator salta bem forte no sucesso de “Jogo...”: o desempenho de Benedict Cumberbatch. O ator já é veterano, com 50 filmes no currículo (incluindo-se séries de TV), mas sempre em papeis secundários. Agora ele se dedica ao protagonismo do técnico que se propõe a desvendar um grande mistério que pode decidir a guerra (embora se saiba que, historicamente, o fato não é bem assim e houve mudanças na senha alemã depois de decifrado o Enigma pelos ingleses), e repassa muito bem o preconceito que se apresentou à sua pessoa quando revelada a sua homossexualidade, chegando a ser indiciado e quase preso pela policia inglesa (só não foi por optar pelo “tratamento hormonal”, usado como um meio de mudar a preferencia sexual do ser humano, uma aberração que chegou a ser pensada em outros países e épocas inclusive aqui no Brasil há poucos meses). Alan Turing suicidou-se, embora o fato ainda esteja sendo contestado. O desempenho do ator é um dos fatores que dinamizam o filme. E o roteiro de Graham Moore com base no livro de Andrew Hodges deixa campo para a narrativa artesanalmente correta do norueguês Morten Tyldun. Quem nunca ouviu falar do personagem, nem o coloca entre os inventores do computador, ganha a informação romântica de um homem inteligente e persistente no seu trabalho que chega a pedir em casamento uma assistente do projeto em que atua, mesmo sabendo de sua inclinação homoafetiva (e a narrativa deixa espaços de flashback revelando isso), como motivação para que ela permaneça na sua equipe de trabalho. O filme delineia os tipos de forma que se pode chamar de tradicional em cinebiografias. O comandante Denniston com desempenho do veterano ator Charles Dance é visto como um homem intolerante que expõe a todo o momento sua antipatia por Alan, o contratado para desvendar o segredo da senha Enigma e afinal ganhando a confiança do ministro Winston Churchill a quem se dirige quando as porta para seus inventos permanecem fechadas. Keira Knightley, veterana de 52 titulos incluindo-se o romance baseado em Jane Austen (“Orgulho e Preconceito”) acomoda-se na figura da jovem Joan Clarke, mulher inteligente que busca um marido no companheiro de trabalho chegando a aceitar a sua preferencia sexual. Embora se possa pensar que não há traços mais profundos na construção das figuras históricas que se delineiam no filme, percebe-se, uma sequencia inicial em que Alan sofre bulling na escola masculina onde estuda, sendo trancado em uma espécie de urna sob o chão e deixado pelos colegas. Apenas um deles que se tornará seu amigo pelo qual se apaixona tira-o daquela situação. Christopher será o amigo querido por quem Alan se alia, embora este tenha falecido em um período de férias e não retornando à escola. Esta sequencia se propõe a retratar o humor acido do inventor e suas crises histéricas contra os membros de sua equipe. Mas a linearidade da narrativa favorece a linha que o cinema industrial aprecia desde a época dos “tycoons” ou donos de grandes estúdios produtores. Mesmo assim é bom salientar que o filme está acima da média que se exibe nos cinemas comerciais. Não o vejo como favorito de Oscar, mas nesse ponto, surpresas fazem parte do jogo.(Luzia Álvares)

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